A situação não é igual à dos médicos, mas os números apontam para uma situação semelhante num futuro próximo. Segundo a Federação Nacional dos Engenheiros; devido ao PAC, a exploração do Pré-sal e aos grandes eventos esportivos dos próximos anos, o Brasil precisará de 300 mil novos engenheiros, mas tem condição de formar apenas 38 mil por ano, o que dá um déficit de mais de 180 mil profissionais. Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), Marco Antônio Amigo, a importação de engenheiros, apesar de indesejada, pode ser impulsionada por outros fatores, como o desemprego na Europa.
Segundo ele, essa carência de profissionais, que já é sentida, está chamando a atenção de outros países, principalmente da Europa, cuja taxa de desemprego vem deixando muita mão de obra ociosa. “Para a Europa, cada profissional que sai para um país como o Brasil, é uma família a menos para eles se preocuparem”, explica.
O presidente do conselho informa ainda que países como Espanha e Portugal vem pressionando o governo brasileiro para garantir a entrada de seus profissionais na suposta onda migratória de engenheiros que se configura. Segundo ele, a carência nacional abrange quase todas as especialidades.
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