
O empresário brasileiro Luiz Antonio Saldanha Rodrigues, que há 23 anos é
dono de duas fábricas de seringas em Ourinhos (SP) e em Manaus (AM), precisou
expandir a produção e decidiu abrir a terceira unidade em Pedro Juan Caballero,
cidade do Paraguai com 100 mil habitantes
na fronteira com Ponta Porã (MS) e cuja atividade básica da economia é o
comércio de produtos importados. O objetivo, diz Rodrigues, é baratear o custo
de produção para enfrentar a concorrência chinesa, que dominou o mercado de
seringas e fez com que a empresa parasse de exportar.
O interesse em cruzar a fronteira paraguaia para crescer fora do Brasil
ganhou força desde o ano passado. Atraídas pela combinação de imposto baixo, mão
de obra abundante, energia barata e uma economia que cresceu 15% em 2010,
empresas brasileiras estão escolhendo o Paraguai na hora de expandir sua
produção. A estimativa de empresários e autoridades paraguaias é que produzir no Paraguai seja, em média, 30% mais barato
que produzir no Brasil.
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