O Globo
A beatificação de Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, seis anos após sua morte, só não foi mais rápida que a da Madre Teresa de Calcutá, que ocorreu cinco anos depois do falecimento da religiosa, em 1997. Qual o motivo de tanta pressa?
Quem responde é o crítico voraz da Igreja Católica, o britânico David Yallop, autor dos livros "Em nome de Deus", que trata da misteriosa morte do Papa João Paulo I, 33 dias após ser proclamado chefe da Igreja, e "Poder e Glória", sobre o lado obscuro do papado do recém-beatificado Karol Wojtyla.
Defensor da tese de que João Paulo I foi assassinado porque queria acabar com a lavagem de dinheiro feita por meio do Banco do Vaticano, que investigou em seu livro, Yallop acredita que Karol Wojtyla, o seu sucessor no comando da Santa Sé, era corrupto, leniente com a pedofilia e extremamente político.
Católico, o autor britânico ainda persiste em sua fé e, mesmo discordando do conservadorismo do Vaticano, afirma que até frequenta igrejas, por mais que nunca vá a missa. "É estranho, mas eu acredito no poder da reza", conta. Leia íntegra.
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