O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, atualmente presidente do conselho da BM&FBovespa e sócio da Gávea Investimentos, é um dos nomes cotados para substituir o diretor- geral do FMI, Fundo Monetário Internacional, após o escândalo sexual deste fim de semana, nos Estados Unidos. Além de Fraga, representantes da China, Rússia e Turquia estão entre os mais comentados do mercado financeiro. O economista Miguel Daoud comentou sobre os rumores e lembrou que, desde a criação do órgão em 1944, na cidade de Bretton Woods nos EUA, há um acordo de que a presidência do fundo deve sempre ser exercida por um europeu e a do Banco Mundial, por um americano. “Há uma impossibilidade de Gordon Brown assumir o cargo por não ter o apoio do atual primeiro ministro inglês. Então, comenta-se sobre nomes em outros países, inclusive emergentes como o Brasil”, afirma Daoud.
O economista lembra o momento delicado em que passam as bolsas com as dívidas em países da zona do euro e o efeito negativo de um escândalo envolvendo um grande dirigente. “Infelizmente, o mundo vive uma fase complicada com a Europa enfrentando sérios problemas com a crise de 2008 e o mercado aguardando saídas para esta situação vindas do FMI e do Banco Central Europeu para evitar uma piora deste cenário. Pelo menos, o euro que vinha sendo debilitado com o escândalo, voltou, e o fato não afetou muito a moeda européia”, afirma.
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