
RAONI OBTÉM ACORDO DE INDENIZAÇÃO DE R$4 MILHÕES POR 'DANOS ESPIRITUAIS'

Ou seja: nada como uma boa grana para sanar "danos espirituais".
Os índios conseguiram até mesmo envolver instituições sérias nessa esperteza, que se certificaram do compromisso de a empresa entregar R$4 milhões a um “Instituto Cacique Raoni” para ser aplicado supostamente na construção de casas para cerca de cinqüenta índios. O acordo também possibilitou a Gol livrar-se de um problema, o resgate dos destroços, e do assedio permanente de índios pedindo dinheiro a representantes da empresa.
Velho golpe

Quando começou a polêmica, o médico Ernesto Silva, integrante da equipe de desbravadores que construiu Brasília, negou que houvesse índios na região onde a capital seria construída pelo então presidente Juscelino Kubitschek.
Os índios invasores da área pública onde seria construído o Noroeste diziam até que ali se reunia, no passado, um certo “santuário de pajés”, algo que não encontra registro em qualquer estudo de antropologia brasileira. Até conseguiram apoio de jovens universitários que os ajudaram nas “barricadas”. Num primeiro momento, a FUNAI lhes negou apoio, mas depois de muitas críticas a instituição acabou endossando a esperteza. No fim de tudo, o golpe de esperteza deu certo: ganharam do governo do DF, às custas do contribuinte, uma área de mais de 22 hectares e a construção de 16 casas.
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