O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, levou o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li - preso por contrabando e apontado pela Polícia Federal com um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo - como integrante de sua comitiva em uma viagem oficial em fevereiro de 2009. Segundo reportagem publicada no jornal "Estado de S.Paulo" nesta quinta-feira, Tuma foi a Pequim, a convite do governo chinês, com o intuito de discutir a cooperação entre os governos nas áreas de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro.
Desde o início da semana, denúncias do "Estado" revelam a ligação entre Tuma Jr. e Paulo Li . Em conversas gravadas pela PF, o secretário nacional foi flagrado pedindo a ajuda de Paulo Li para comprar um telefone celular e um videogame . Em outras gravações, Tuma recebe solicitações para acelerar o trâmite de pedidos em órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, como a Comissão Nacional de Anistia.
Tuma, porém, não poderá retornar das férias de 30 dias, que tira a partir desta quinta-feira, para se defender das acusações. Está combinado entre o Ministério da Justiça e o Palácio do Planalto que o secretário será afastado do do cargo em caráter definitivo, independentemente do resultado das três frentes de investigação que existem contra ele: um inquérito na PF, uma investigação interna da Controladoria Geral da União e procedimento da Comissão de Ética.
O presidente Lula também defendeu na quarta-feira que a melhor solução para o caso seria de fato o afastamento de Tuma .

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