
Os cientistas observaram que a ave tagarela de boné marrom, encontrada no Sudeste da Austrália, organiza duas notas diferentes para transmitir “orientações” a outros de sua espécie. Os pássaros, por exemplo, fazem “uma chamada de voo” agrupando dois fonemas, que recebeu dos cientistas o código de "AB". Quando vão alimentar os filhotes no ninho, os tagarelas organizam o som de outra forma, codificada como “BAB”. "A" e "B" são fonemas originalmente sem sentido, agrupados pelos pássaros para transmitir mensagens.
“Essa é a primeira vez que a capacidade de gerar um significado a partir do rearranjo de elementos sem sentido foi identificada em outros animas que não nos humanos. Embora a estrutura da chamada seja muito simples, pode ajudar a entender como a habilidade de gerar novos significados evoluiu nos humanos” afirma o pesquisador Andy Russel.
No experimento utilizado para constatar a descoberta, os cientistas submeteram animais em cativeiro a um teste no qual os exemplares presos recebiam uma “chamada de voo” (“AB”) e a uma mensagem de alerta. No momento da chamada de voo, os pássaros ficaram inquietos e olharam para fora do aviário, esperando outro pássaro. Quando o elemento “B” é jogado isoladamente, o som não causa nenhum tipo de comportamento.
O Globo
Nenhum comentário:
Postar um comentário