Depois de mais de quatro meses de negociação com direito a disputa entre integrantes da base, falta de acordo com a oposição, a Câmara aprovou há pouco o aumento de 7,7% aos aposentados retroativos ao mês de janeiro.
O valor é maior do que o previsto no parecer do relator da matéria, líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que até o último momento defendeu o reajuste de 7%.
Atropelado pela base e pela oposição, Vaccarezza teve o parecer recusado pela maioria em plenário. Além do relatório, o plenário também derrubou duas emendas que estabeleciam diferentes valores de reajuste.
Duas emendas do DEM previam um aumento de 8,7%. Por fim, prevaleceu a emenda do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) com o valor de 7,7%.
Inicialmente a proposta estabelecia um aumento de 6,14%, retroativo a janeiro de 2010.
A sessão de hoje contou com dezenas de aposentados que tomaram as galerias do plenário com faixas pedindo o aumento aprovado.
Antes do inicio da votação, o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, disse ao blog que qualquer aumento maior do que o previsto no relatório de Vaccarezza tem grandes chances de ser vetado pelo presidente Lula.
“Ai vai ser pior porque o aposentado vai ficar com nada, vai ficar com apenas 3,53%, que é o valor da reposição da inflação”, ressaltou Gabas.
O impacto para os cofres da Previdência com a aprovação do reajuste de 7,7%, é de cerca de R$ 5 bilhões.
A medida provisória segue para votação no Senado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário