quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Royalties: erro primário



Discussões acaloradas, incansáveis debates e palpites ornamentaram a tramitação do projeto dos royalties no Congresso. Mas não foram suficientes para alertar os parlamentares de uma escorregada amadora no texto vindo do Senado e aprovado na Câmara.

A perola, de autoria de Vital do Rêgo, vem com uma tabela que mostra a escalada da participação que caberá a municípios, estados e União nos próximos anos. Pois bem, de acordo com ela, a partir de 2017, a União ficará com incríveis 101% do valor gerado por royalties!

Só um detalhe: neste caso, como se trata de um montante de recursos, 101% não existe, obviamente.
A combalida bancada do Rio estava atônita ao final da votação. E Alessandro Molon, especialmente, incrédulo com a bizarrice:

- Ninguém viu esse detalhe bisonho. A Dilma vai ter que vetar.

2 comentários:

Miriaklos disse...

São por estas e outras coisas descabidas que fazem com que a Petrobrás tenha hoje que importar gasolina, que de janeiro a setembro de 2012 foram 2,4 bilhões de litros, e ainda com risco de faltar gasolina em cinco estados da federação nas festas de final de anos.

Brasilino Neto disse...

A questão "Petrobrás" é objeto de análise em uma matéria a ser publicada na imprensa local nesta semana, por mim subscrita. Concordo com a opinião do leitor acima, pois não tem cabimento questões se relevância como esta ser tratada de forma superficial que, segundo se viu em comentários neste dia, deverá desaguar no judiciário, o que complica ainda mais a situação, pois estando a matéria em juízo certos investimentos não podem ser feitos.