quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CCJ aprova nova ministra do Supremo, uma “eterna aprendiz”


Estadão


Rosa Maria Weber na Comissão de Constituição e Justiça

Com o PMDB de olho em solucionar o caso Jader Barbalho (PMDB-PA), barrado pela Lei da Ficha Limpa, e com a oposição disposta a desgastar a presidente Dilma Rousseff, a indicação de Rosa Maria Weber para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi aprovada ontem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Foram mais de seis horas de sabatina e uma inquirição detalhada sobre Direito Penal que buscava desqualificar a escolha da juíza, que passou os 35 anos de carreira julgando processos trabalhistas. Apesar do desgaste, a indicação foi aprovada por 19 votos a 3.

Senadores de oposição fizeram dezenas de perguntas sobre minúcias de processos penais, temas espinhosos que dividem os próprios ministros do STF. Em vários momentos, Rosa evitou responder ou, na visão de senadores, demonstrou insegurança.

Em meio ao questionário repleto de pegadinhas, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) afirmou: “Penso que hoje em dia, tamanha a complexidade e o número de matérias, dificilmente alguém consiga abarcar todos esses temas”. “O que me fortalece a enfrentar esses desafios é que podemos estudar. Somos eternos aprendizes”, disse a nova ministra do STF, que vai substituir Ellen Gracie.

Em outro momento, ante uma sequência de perguntas do senador Pedro Taques (PDT-MT), Rosa ficou alguns segundos calada e depois disse aos senadores: “Sou ministra do Tribunal Superior do Trabalho. Se tiver a honra de ser aprovada para o Supremo, terei a preocupação de guardar a Constituição”.

Um comentário:

Miriaklos disse...

Ministra a senhora bem confessou que é mais afeita aos problemas da área trabalhista, onde sempre atuou. Porém, espero que por ser 'eterna aprendiz' a senhora aprenda, desde já, que o supremo tribunal federal decide, em muitos casos, pendendo para aquele que o nomeou. Desejo firme e fielmente que a senhora aprenda isto e decidas de acordo com sua consciência e não de acordo, como infeliamente ocorre, do presidente do momento.