terça-feira, 5 de maio de 2020

Novo diretor-geral decide trocar chefe da PF do Rio, foco de interesse da família Bolsonaro


Sergio Moro disse que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na polícia

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Souza, decidiu trocar a chefia da superintendência do Rio de Janeiro, foco de interesse da família de Jair Bolsonaro. Carlos Henrique Oliveira, atual comandante do estado, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão.

Sergio Moro disse em sua despedida que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na polícia.

O ex-ministro afirmou também que o presidente queria mudanças no Rio e em Pernambuco. Alexandre Ramagem, que teve a nomeação suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal), também tinha decidido trocar o Rio. 

Carlos Henrique virou superintendente do Rio por decisão de Maurício Valeixo, ex-diretor-geral, após a primeira crise entre a PF e Bolsonaro.

Em agosto do ano passado, o presidente atropelou a Polícia Federal anunciando a troca de comando estadual que ainda estava sendo discutida internamente.

Depois, Bolsonaro deu entrevistas rejeitando o nome escolhido pela direção do órgão, o de Carlos Henrique Oliveira, que era superintendente de Pernambuco.

Isso porque, segundo Bolsonaro, estava pré-conversado (não disse com quem) o nome de Alexandre Saraiva, hoje superintendente no Amazonas.

O fato de o presidente ter, no mínimo, sugerido um nome provocou reação imediata na cúpula da PF, inclusive com ameaças para deixar os cargos.

Um despacho de um delegado em um caso que envolvia supostamente um aliado de Bolsonaro, o deputado federal Hélio Negão (PSL-RJ), foi um dos ingredientes da crise.

Na Folha

2 comentários:

  1. A ocasião faz o ladrão
    o cônjuge traído
    o político corrupto
    o cientista vigarista
    o populista autoritário
    o líder religioso pecador e
    o inocente, sempre a vítima



    AHT
    06/05/2020

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  2. IMBRÓGLIO


    Integridade dando credibilidade ao predestinado:
    Moro, o expoente da Operação Lava Jato, Ministro;
    Bolsonaro, o Mito eleito Presidente do Brasil após
    Resoluta campanha de “Davi contra vários Golias”.
    Óbice tentado contra ele não teve efeito, ele venceu
    Granjeando 57 milhões de votos e muitos fanáticos.
    Logo que começou a governar expôs o seu estilo:
    Intenções nada harmoniosas e atitudes conflituosas.
    Os dois, imiscíveis, tiraram as máscaras. São fakes?


    AHT
    07/05/2020

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