Esta semana trazemos um texto no mesmo teor dos anteriores, que fala também da relação familiar, hoje um pouco esquecida, e na consideração de que muitas foram as manifestações de apreço por eles.
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| Brasilino Neto |
Filho, você me leva !
O filho, tenra criança, fazia perguntas e ele, o pai, respondia.
Repetia ele amavelmente explicava
Foram centenas delas e tantas pacientes respostas.
Passaram-se os anos, aquela criança, hoje jovem continua a perguntar.
E o pai cuidadosamente a explicar.
(Tudo é fácil quando a relação se dá de pai para filho)!
Seguiu-se o andamento célere do tempo.
Hoje o filho amadurecido e o pai envelhecido, e sem muita mobilidade.
O Pai pediu ao filho:
- Pode me levar até a praça hoje? Há tempo não vou lá!
- Mas o que você (deveria ser senhor) vai fazer lá?
- Rever alguns amigos que há muito não encontro.
- Mas se você quiser rever sempre seus amigos deverei levá-lo sempre?!
- E eu não tenho tempo a perder!
- Está bem, não precisa me levar, vou só!
- Que vai só, não consegue nem andar, vai demorar um ano pra chegar, e ai seus amigos já se foram.
- Não tem problema, já não quero mais vê-los. Quero somente relembrar o tempo que com você ali passei, passeei e respondia às perguntas que você me fazia, e nas respostas estava o alento de meu coração e alma, pois o amava tanto quanto hoje. E por certo estes sentimentos ali ainda estão e me farão entender que o tempo que você não tem hoje ‘a perder comigo’ foram os que eu ganhei com você, e me fizeram felizes.
Isto me será a compensação e me valerá ter vivido, ter sido seu Pai.
Filho não perca, vá sim ganhar seu tempo.
Vai filho e que Deus te abençoe! Pois eu continuo te amando!
Por Brasilino Neto
Por Brasilino Neto

Eita Dr. Brasilino, mais uma vez arrasando. Que bom ler seus artigos de mensagens que representam os pensamentos de muitas pessoas, assim como os meus.
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