Manifestantes ficaram longe de Dilma na parada do 7 de Setembro; ela saiu
antes do fim do evento em Brasília
Estadão
A forte blindagem da presidente Dilma Rousseff foi uma das marcas, ontem, do
desfile da Independência, na Esplanada dos Ministérios. O esquema foi
cuidadosamente montado para impedir que ela fosse vaiada ou que faixas de
protesto pudessem ser vistas por ela. O temor era principalmente que, neste 7 de
Setembro, funcionários da Polícia Federal e da Receita Federal, ainda em greve,
chegassem perto do palanque presidencial, como ocorreu no ano passado.
Desde a madrugada, seguranças da Presidência guardavam as arquibancadas
montadas para o desfile, particularmente as mais próximas ao palanque. As vaias,
no final do desfile, só foram para o governador do Distrito Federal, Agnelo
Queiroz (PT), quando seu nome foi anunciado. "Que vaias? Não ouvi", disse.
A Presidência da República encomendou ainda que fossem colocados tapumes em
toda a extensão da Esplanada, para que os protestos, que normalmente ocorrem na
pista contrária ao desfile, não pudessem ser vistos ou ouvidos.
Esta blindagem a Dilma, comandada pelo Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República (GSI), impediu que a população pudesse chegar perto dos
palanques que, em sua maioria, estavam ocupados por servidores do Palácio do
Planalto e seus familiares. Os convites foram restritos e as exigências para
quem os receberia fizeram com que as arquibancadas, próximas ao palanque
presidencial, não lotassem.
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