Eles já auxiliaram na condenação de nove dos dez julgados até agora
O Globo
Nem ministros, nem advogados. Laudos produzidos por peritos do Instituto
Nacional de Criminalística (INC) emergiram como personagens de destaque no
julgamento do mensalão. Os documentos, com seus números implacáveis, foram
usados pelo relator Joaquim Barbosa para votar pela condenação de nove dos dez
réus julgados até o momento. Alguns desses laudos estiveram também no centro dos
principais embates entre Barbosa e o revisor, Ricardo Lewandowski.
Estes mesmos documentos, em que a matemática tem o papel de traduzir e
simplificar a movimentação financeira supostamente ilegal dos réus, também
serviram de munição para os ataques do procurador-geral Roberto Gurgel contra os
acusados e a tentativa de defesa dos advogados na briga pela inocência de seus
clientes.
Blocos de tabelas, gráficos e séries, que para cidadãos comuns poderiam
parecer maçantes, tornam-se as armas mais quentes do julgamento.
— O trabalho do perito não é para confirmar ou rejeitar a tese da
investigação. O compromisso do perito é com a verdade. Daí a importância dos
laudos. E o que mostra isso é que eles estão sendo usados tanto pela acusação
quanto pela defesa — afirma um experiente perito do INC.
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