O Globo
A divisão do Pará em três coloca em risco a preservação da Amazônia em sua
área mais valiosa, do ponto de vista de recursos naturais: a do futuro
Tapajós.
Levantamento feito a pedido do GLOBO pelo Instituto de Pesquisa Imazon,
responsável por levantamentos de desmatamento na Amazônia Legal, mostra que,
pelas leis e demarcações atuais, 72% do novo estado têm restrições de uso
voltadas à preservação e conservação do meio ambiente, num total de 522.845
quilômetros quadrados.
No Tapajós, 28% são terras indígenas e 17%, de proteção integral, ou seja,
são intocáveis. Já as de uso sustentável, que podem abrigar atividades
econômicas, mas dependem de planos de manejo, somam 196.613 quilômetros
quadrados, ou 27% do total.
O bioma Amazônia tem valor incalculável para a humanidade, mas um
levantamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do
Pará (Idesp), órgão do governo do estado, estimou que a floresta existente na
área do Tapajós, que é 85% nativa, vale US$ 26 bilhões em pé.
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