O Globo
No último ano, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com 2.343 ações na
Justiça pedindo de volta R$ 2,14 bilhões desviados dos cofres públicos por
práticas de corrupção.
Dos processos, 664 são contra prefeitos e ex-prefeitos, 429 contra servidores
públicos e ex-servidores e 644 contra empresas privadas. Os dados referem-se ao
período de 1 de dezembro de 2010 a 30 de novembro deste ano. No mesmo período,
foram recuperados R$ 329,9 milhões, referentes a ações ajuizadas em anos
anteriores.
Para o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, a diferença entre
o valor cobrado e o obtido é grande devido ao excesso de recursos judiciais à
disposição dos réus.
— Nosso modelo de cobrança de crédito é muito deficiente. Normalmente, ele
beneficia o devedor, pela quantidade de recursos e pela demora na decisão, o que
dificulta muitas vezes a localização de patrimônios — avaliou.
Os maiores devedores cobrados no último ano são empresários, com a suspeita
de terem desviado R$ 468 milhões dos cofres públicos. Em seguida, vêm os
servidores e ex-servidores públicos, com R$ 300,8 milhões. Os prefeitos e
vice-prefeitos respondem a ações pedindo o ressarcimento de R$ 249,4 milhões.
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