Em reportagem recente sobre o caso, chamada “Fábrica de ilusões”, a revista Istoé informou que o projeto do CIETEC foi objeto de 13 aditivos contratuais durante a sua construção, que estão na mira do Tribunal de Contas da União. De acordo com a revista, Mercadante trata a fábrica como uma herança maldita, deixada pelos antecessores no cargo. O que não se sabia é que a própria Motorola aponta riscos no empreendimento. “Devo alertá-lo sobre riscos do projeto, riscos que são iminentes e realmente recomendamos que o governo tome providências. Sem isso, há o risco de que ocorram sérios acidentes, em função da natureza da fábrica, e da forma como o projeto vem sendo conduzido”.
O projeto do CIETEC remonta ao ano de 2001 e os equipamentos foram doados ao governo brasileiro numa ação liderada por dois executivos da Motorola – Fabio Pintchovski e Hector Ruiz. O executivo que implantava a fábrica, Eduard Weichselbaumer, renunciou ao cargo diante das pressões políticas que sofria para realizar novos aditivos contratuais ao projeto. Hoje, em sua página na internet, o CIETEC diz que está prestes a deixar de ser um projeto e se tornar realidade. Em vez de semicondutores, o único produto do CIETEC é um chip de rastreamento de gado bovino, produzido fora do Brasil. Mercadante tem uma batata quente nas mãos e os gaúchos uma fábrica que, segundo a Motorola, corre sérios riscos de acidentes, em função do descaso do governo federal.
Por 247
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