Via Dutra completa 60 anos
Principal rodovia do país corta 36 municípios e recebe 870 mil veículos diariamente ao longo dos seus 402 quilômetros
A Rodovia Presidente Dutra completa hoje 60 anos. A estrada é uma das mais importantes do país, ajudou no desenvolvimento do Vale do Paraíba e faz também parte da vida de quem passa por ela.
Moradores de Tremembé enfrentam invasão de caramujos africanos
Moradores de Tremembé enfrentam invasão de caramujos africanos
São mais de 870 mil viagens por dia entre as duas principais regiões metropolitanas do país: São Paulo e Rio de Janeiro. Cinco horas para cruzar os 402 quilômetros de estrada.
A Via Dutra passa por 36 municípios. Uma região com 23 milhões de habitantes. Ela tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do Vale do Paraíba.
A estrada veio com a industrialização. Na época, era preciso um caminho mais rápido e seguro entre Rio e São Paulo. A BR-02 foi inaugurada em 1951 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra e com o nome dele ficou conhecida. Ela tinha pista simples na maior parte do percurso. Foi duplicada na década de sessenta.
Já foi cenário de muitos acidentes graves. Um ano depois da inauguração, o cantor Francisco Alves morreu em Pindamonhangaba. O carro em que estava pegou fogo depois de uma batida.
O presidente Juscelino Kubitschek também morreu em um desastre na Dutra. Foi na altura de Resende em 1976.
As equipes de resgate têm histórias. Quando acionados, eles têm um minuto para deixar a base e seguir para o local do acidente.
35 anos de estrada, quinze na Via Dutra. O mineiro Manoel passa boa parte da vida dentro do caminhão. Está acostumado. Com a Dutra, a ligação é afetiva.
O Santuário Nacional atrai romeiros do país inteiro. O caminho para chegar é a Via Dutra. Já no asfalto, eles pagam promessas, se superam na expressão da fé. Manoel é só um deles. Gente que encontra todos os anos um motivo para estar outra vez em Aparecida.
O verão é a estação do calor, das fortes chuvas e também, época em que surgem as pragas urbanas. Em Tremembé, os moradores estão lutando para eliminar o caramujo africano.
Os moradores foram vencidos pelos moluscos que tomaram conta das ruas e se tornaram um risco para a saúde de quem vive lá.
A luta é diária. Mas sozinha Maria José não consegue vencer os invasores que aparecem sempre em grupo na casa dela. E a aposentada precisa se desdobrar para recolher todos eles. "Eles sobem nos muros e eu que recolho, mas não adianta porque na casa dos vizinhos ainda ficam alguns caramujos e, além disso, o mato está cheio deles", reclama.
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