Parque São Clemente, Anchieta e Parque Hotel estão entre os bens mais atingidos
Nova Friburgo também teve devastada parte de sua história. Pelo menos 30% do patrimônio cultural e arquitetônico foram totalmente perdidos ou seriamente danificados, de acordo com Nelson Bohrer, presidente da Fundação Pro-Memória da prefeitura.
Igrejas, colégios, hospitais, praças, casas particulares, esculturas e chafarizes estão entre os bens afetados. Tombado pelo Iphan, o conjunto do Parque São Clemente foi um dos mais gravemente atingidos.
Constituído pelo chalé do Barão de Nova Friburgo e por um parque botânico projetado pelo paisagista Glaziou, em 1861, o Parque São Clemente foi destruído pela lama.
Há troncos de árvores e galhos por toda a parte. Segundo Bohrer, só para a reconstrução do chalé seriam necessários cerca de R$ 1 milhão.
Os outros dois bens tombados em nível nacional que sofreram com a tragédia, segundo o superintendente do Iphan, Carlos Fernando Andrade, são a Praça Getúlio Vargas e o conjunto do Parque Hotel, projeto de Lúcio Costa de 1950.
Toneladas de lama, troncos e entulhos atingiram os fundos do majestoso Colégio Anchieta, erguido em 1901. Parte da montanha verde que servia como pano de fundo para a Capela de Santo Antônio, na Praça do Suspiro, desmoronou e invadiu a construção, que remonta a 1884.
A capelinha — cuja torre sineira foi projetada por Lúcio Costa e acrescentada em 1948 — continua de pé, mas teve o interior totalmente destruído.
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