quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Senadora Serys Slhessarenko sabia que ONG dirigida por sua assessora recebia dinheiro do Orçamento

Senadora chegou, inclusive, a defender a ação de Liane Muhlenberg, diz jornal

Embora tenha alegado não saber que sua ex-assessora, Liane Muhlenberg, dirigia uma ONG que recebia recursos do Orçamento, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) não só conhecia o esquema como também aprovava a ação de sua funcionária. É o que mostra reportagem desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo.

Em entrevista concedida ao jornal em abril, Serys afirmou que não havia ilegalidade nas ações de Liane. "Busquei as informações e vimos que é tudo regular. E que ela pode ser comissionada e participante da organização", disse a senadora. O discurso é bem diferente da nota divulgada pela petista na segunda-feira, quando foi anunciada a demissão de Liane. No texto, Serys afirma que “desconhecia a entidade, bem como desconhecia a posição desta servidora dentro da entidade”. A senadora chegou até a dizer que se sentia “traída”.

VEJA revelou nesta semana que o deputado petista Jilmar Tato destinou 1 milhão de reais para uma entidade chefiada pela assessora de Serys. O dinheiro foi destinado à ONG Instituto de Pesquisa, Ação e Mobilização (Ipam), presidida por Liane e fundada em 1997. A assessora estava lotada no gabinete da senadora desde 2007.

Somente em 2010, o Ipam recebeu 1,8 milhão de reais por meio de emendas de três deputados: 1,1 milhão de reais de Jilmar Tato, 650.000 reais de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e 100.000 reais de Geraldo Magela (PT-DF). No processo para conseguir a verba, Liane teria assinado um documento em que afirma não trabalhar no Senado.

Serys assumiu a relatoria do Orçamento de 2011 no lugar do senador Gim Argello, acusado de destinar emendas individuais do Orçamento de 2010 para empresas fantasmas.

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