Recordistas
Há vários recordistas na cena política: Henrique Meirelles é o primeiro presidente do Banco Central a permanecer oito anos seguidos na mesma cadeira. Já Nelson Jobim foi ministro da Justiça do governo FHC, virou ministro da Defesa no governo Lula e continuará no governo Dilma. José Sarney deverá se candidatar à reeleição na presidência do Senado e o próximo governo será a sétimo apoiado por sua família, incluindo a época dos militares.
De olho no mensalão
O Ministério Público está desembarcando, de novo, no processo do mensalão: o procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel, está pedindo, por oficio, ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, degravação de depoimentos, juntada de documentos e última declaração de renda dos réus, para evitar que, em caso de multas, os valores possam ser “irrisórios” ou “abusivos”. Quer também folha corrida de cada mensaleiro e cópias de todos os procedimentos administrativos instaurados pelo Banco Central em relação ao esquema, réus e Banco Rural. O mensalão só foi para o STF porque o ex-procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, ofereceu denúncia e rotulou tudo de “organização criminosa”.
Um ano fora
Lula passou em seus oito anos de mandato, um ano fora do Brasil: foram 262 viagens internacionais, sendo 28 delas para a África. São quase 33 viagens ao Exterior por ano ou ainda, em média, perto de três viagens por mês.
Eterna sombra
Na festa de entrega dos prêmios Brasileiros da revista IstoÉ, no Monte Líbano, em São Paulo, Lula e Dilma Rousseff entraram praticamente juntos, mas o Chefe do Governo logo tomou a dianteira e ela, mais atrás, vinha ao lado de Marisa Letícia, que dirigiu-se à mesa. Em seu discurso de improviso, Dilma lembrava a insegurança demonstrada na campanha, repetindo frases e quase não conseguindo alinhavar começo, meio e fim. E, em momento algum, usou a expressão “presidente Lula”: referiu-se apenas “a um metalúrgico que chegou à Presidência”. Lula foi o último a falar: leu e depois, improvisou e, como sempre, sobrou para FHC. Ele salientou que “finalmente, ninguém vai fugir e a faixa presidencial será passada” (Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo com ele) e encerrou: “Dilma, eu gostaria de ter recebido um governo como você está recebendo agora de mim”.
Saia justa
Na festa de entrega dos prêmios da Editora Três, no Monte Líbano, em São Paulo, a primeira a ser anunciada por Mônica Waldvogel foi Maitê Proença, a Stela da novela Passione. Passou reto na frente de Lula e Dilma Rousseff, não citou nenhum deles em seu discurso e ofereceu seu prêmio a Fernanda Montenegro (não compareceu e estava no lançamento do livro Vaudeville, de Ricardo Amaral, no Rio) e Tony Ramos. Nos últimos quinze dias da campanha do segundo turno, Maitê disparou sua metralhadora giratória contra o presidente e sua então candidata (na volta, os dois cumprimentaram a atriz).
Sem-emprego
Sabrina Sato, num microvestido branco com rendas, entrevistava preferivelmente políticos na festa da Editora Três, em São Paulo e acabou encontrando Paulo Maluf, satisfeito porque deverá mesmo assumir seu novo mandato na Câmara Federal. De repente, Sabrina pergunta: “Maluf, no ano que vem, de qual sem-emprego você terá saudades? Lula, Hebe ou o pessoal do Casseta & Planeta” Veterana raposa, Maluf deu a volta: “Eu sentiria saudades de você, caso você desaparecesse!” Para a câmera, Sabrina repetia: “Paulo Maluf foi o único brasileiro que passou no Enem!”
Tiroteio
Ciro Gomes esnobou a Integração Nacional, queria a Saúde e lhe foi oferecido o Banco do Nordeste: do jeito que vai, fica sem nada. Enquanto isso, deputados e senadores do PMDB ameaçam rebelião contra o desembarque de Ciro no governo Dilma e, do seu lado, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, avisa que não indicou Ciro para nenhum cargo e se ele aceitar qualquer coisa, não será considerado um representante do partido.
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