O Globo
Doado pela Marinha à Polícia Militar, o fuzil automático leve (FAL) 7,62 encontrado por agentes da Polinter no Complexo do Alemão, na semana passada, pertencia ao Batalhão de Choque (BPChoque) e foi perdido por um cabo durante patrulhamento.
Essa pelo menos foi a conclusão do Inquérito Policial Militar instaurado para apurar o sumiço da arma, em setembro de 2009. Os responsáveis pelo IPM classificaram o fato como negligência, descartando má-fé ou corrupção por parte do PM, condenado apenas a ressarcir a corporação — que não informou o valor restituído.
Na época, o cabo foi preso em flagrante sob acusação de peculato culposo — quando o funcionário público, por negligência, imprudência ou imperícia, infringe o dever, permitindo outro se aproprie de qualquer bem público —, mas não foi exonerado. Atualmente, ele responde a Conselho de Disciplina e Inquérito na Corregedoria-Geral Unificada das Polícias, que pode resultar na sua expulsão.
Segundo a assessoria de imprensa da corporação, os responsáveis pelo IPM não conseguiram reunir provas de que o cabo desviou o fuzil. No mercado paralelo, um FAL pode ser negociado por até R$ 35 mil.
O cabo, que não teve o nome divulgado, alegou no IPM ter perdido o fuzil quando a patrulha do BPChoque estava parada no posto de abastecimento, na noite de 12 de setembro de 2009. Ele teria deixado a arma no interior do veículo e se afastado. Ao voltar notou o sumiço do FAL.
Na mesma noite, outra arma de guerra, um fuzil M-16, também desapareceu no interior do 1 BPM (Estácio). Os dois batalhões funcionam no mesmo local, na Cidade Nova. Na ocasião, um sargento, responsável pelo setor de guarda de armas, também foi detido administrativamente.
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