sábado, 5 de março de 2022

Apagão informativo expõe pés de barro de Putin



Quanto mais Vladimir Putin fica fora de si, maior é a exposição do despotismo que ele carrega por dentro. O autocrata russo desligou da tomada as principais plataformas de internet. Fechou o que restava de mídia independente na Rússia. Submeteu a sociedade do país a um apagão informativo que ilumina os seus pés de barro. Numa democracia convencional, todo mundo reclama. Na democracia de Putin, quando é instado a dizer o que acha do governo, o cidadão responde sem hesitação: "Não posso me queixar." Há os que se queixam. Mas eles só podem ser ouvidos na cadeia.

Putin lida com a ruína que fabricou na Ucrânia na base do eufemismo. Não deflagrou uma guerra. Apenas inaugurou uma "operação militar especial". Não invadiu o país vizinho. Enviou "tropas de paz". Não ataca a Ucrânia. Faz o favor de pacificar a região do Donbass, um pedaço do mapa ucraniano que já cultivava o sonho de ser dominado por Moscou.

Um dia depois de desinformar a nação num pronunciamento oficial —"A operação militar especial está progredindo exatamente de acordo com o cronograma"—, Putin foi à jugular daqueles que ousam expor a realidade paralela em que escolheu viver. Baniu da Rússia o Facebook e o Twitter. Fechou a imprensa livre doméstica. Estimulou a debandada de alienígenas como a BBC.

Como se tudo isso fosse pouco, Putin sancionou uma lei que prevê pena de 15 anos de cadeia para quem divulgar informações que contrariem a fábula do Kremlin sobre a guerra na Ucrânia.

Dias atrás, ganhou as redes sociais um meme com a adaptação da capa de um clássico da literatura russa. O livro "Guerra e Paz", de Liev Tolstói, virou "Operação Especial e Paz". Na democracia de Putin, isso dá cadeia.

Se a aversão de Putin à verdade serve para alguma coisa é para demonstrar que a democracia do Kremlin tornou-se uma ditadura muito fraca. Não resiste a uma gargalhada mais forte. Não aguenta uma piada.

Por Josias de Souza

2 comentários:

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  2. PASSADO, GUERRA E FUTURO


    Paz, Guerra, Paz e o mundo, que rumo seguindo?
    A humanidade dando um, dois passos evoluindo,
    Seguidos de outros passos retroagindo.
    Séculos, milênios e a história se repetindo:
    Aos Iluminados, motivando e construindo;
    Dos filhos das trevas, ódios e destruindo
    Os feitos dos Íntegros e do Bem advindo.

    Guerras mundiais, a 1ª e 2ª. A 3ª? O risco presente.
    Ucrânia destemida, a invejada pelo inimigo demente
    E que está sob as botas de um psicopata delinquente.
    Rajadas, mísseis e tanques desse covarde oponente?
    Resilientes ucranianos enfrentando o Putin decadente:
    A Dignidade e a Bandeira, Ou Morte. Cadê o Ocidente?

    Futuro? Sem devaneios: O futuro a Deus pertence.
    Um mundo de paz e bem-estar, onde o Bem vence?
    Todos os fatos e duras lições a todos não convence:
    Uma minoria atenta aprende. A maioria? Não, e vence.
    Relances de Luz garantem e a Esperança convence
    Os Íntegros e semeadores da Virtude - e, o Bem vence!


    AHT
    05/03/2022


    PS: Nesse acróstico também expresso a minha consideração pelos antepassados ucranianos de minha neta Sarah. Seus bisavós maternos eram ucranianos e vieram para o Brasil logo após a primeira guerra mundial.

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