terça-feira, 9 de outubro de 2018

Capitão Bolsonaro desautoriza seu vice, que é general, a tratar de certos temas



Aí veio a pergunta. Willian Bonner lembrou que Mourão defendeu, em uma palestra, a elaboração de uma nova Constituição, que seria redigida por notáveis e depois submetida a referendo. Mais: em entrevista à Globonews, o vice de Bolsonaro também flertou com a possibilidade de um autogolpe — vale dizer: a depender das circunstâncias, o presidente da República poderia apelar às Forças Armadas ao arrepio das exigências postas na Constituição. Bolsonaro desautorizou de forma clara, inequívoca e inquestionável o seu vice: Reproduzo: “Eu o desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova Constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe: não entendi direito o que ele quis dizer naquele momento, mas isso não existe. Se estamos disputando as eleições, é porque nós acreditamos no voto popular. E seremos escravos da nossa Constituição.” Errando o nome do general, afirmou: “José Augusto (sic) Mourão, agradeço a sua participação, mas, nestes dois momentos, ele foi infeliz, deu uma canelada. Mas repito, o presidente jamais autorizaria qualquer coisa nesse sentido”.

Por Reinaldo Azevedo

Um comentário:

  1. Acróstico “TORCIDA DO CABRESTO”

    Trabalhadores na geral
    Os poderosos nos camarotes
    Radicais gritando e atiçando
    Conservadores fazendo poses
    Ingênuo povo torcedor dançando
    De um extremo ao outro do estádio
    A mídia faturando

    Democracia escrita em faixas
    O relógio marca 44 minutos do segundo tempo

    Camarotes regados a uísque e caviar
    Arquibancadas, torcidas raivosas
    Brasil vem à mente e,
    Rapidamente, o estádio explode!
    Eleição foi fraudada, minha gente!
    Sorrisos nos camarotes, povo se revolta
    Tropa de choque chega
    O povo se aquieta e volta pra casa...

    AHT
    09/10/2018

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