domingo, 23 de agosto de 2015

No país da hipocrisia, maconha pode; cigarro, não



O Supremo Tribunal Federal, que já condenou às masmorras o cigarro comum, decide agora se é crime manter um bocado de maconha para “consumo próprio”. O primeiro voto, favorável à droga, pode indicar a tendência de descriminalizar, garantindo judicialmente clientela para o traficante. E fica combinado: neste País da piada pronta, será permitido se drogar, mas segue proibido vender droga. E fumar cigarro comum.

No debate sobre descriminalização, ignora-se convenientemente a palavra da ciência: maconha é mais prejudicial à saúde que o cigarro.

Para os “politicamente corretos”, essencial não é o mal à saúde, mas o “direito” do viciado – negado com cara de nojo ao fumante de cigarro.

Alguns dos defensores apaixonados da descriminalização querem só comprar seu suprimento de drogas sem se preocupar com a polícia.

Um comentário:

  1. Pensei que estavamos longe do fim, mas me equivoquei. Chegamos ao fim. Acho que devemos perguntar ao ministro Gilmar Mendes, que votou favorável, se ele deixa o neto dele usar uma baseadozinho. Se sim ele está certo, se não, está jogando para a plateia e ai fica muito triste a coisa. Os princípios que norteiam a Justiça deve ser o da sociedade e não do indivíduo.

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