Macedo: rindo à toa
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O Itamaraty acaba de conceder um passaporte diplomático para Edir
Macedo, chefe da Igreja Universal. Na verdade, é uma renovação do seu
passaporte.
Os portadores de passaporte diplomático têm tratamento diferenciado nos
aeroportos e alfândegas. Além de não pagar pelo documento, a vantagem mais
evidente é a dispensa da revista mundo afora. Também não enfrentam filas.
Qual a lógica disso? Tradicionalmente, os cardeais católicos sempre tiveram
essa regalia. Nada mais natural que, de uns tempos para cá, com o fortalecimento
dos evangélicos no Brasil, os bispos das dezenas de denominações protestantes
exigissem o mesmo. E assim o fizeram. Macedo é um deles. O telepastor R.R.
Soares é outro.
Goste-se ou não, não há como conceder esse privilégio a um dignitário
católico e não fazer o mesmo para os outros. Isso vale para pai-de -santo
também. O mais correto, porém, seria não conceder esse privilégio a nenhum
religioso. Não faz sentido.
Um comentário:
Realmente um absurdo, quer ao edir quer aos demais.
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